A Melhor Viagem de Barco:

Permitam-me que faça uma espécie de “último testamento” (ou uma espécie de “história”, se quiserem ver por um outro lado) acerca de um percurso inacreditável, incrível, irrepetível, inolvidável e mais algumas palavras terminadas em “vel”. O título, como muitos logo perceberão, está, claramente, relacionado com um determinado edifício que deu mesmo para chamar de segunda casa durante 3 longos e excelentes anos. A caríssima Escola Superior de Comunicação Social, sendo tratada de forma mais familiar por ESCS.

Quando começamos alguma viagem, nunca sabemos a 100% o caminho que iremos percorrer e o que irá acontecer durante aqueles momentos. Esta viagem na ESCS teve essa incerteza inicial presente, mas também teve aquela grande expetativa que nos faz passar por um certo nervoso estranho e ao mesmo tempo ansiar imenso por tudo aquilo que virá. E os momentos…bem, os momentos foram tantos e tão bons que não dão para contar todos num só texto.

A realidade é que, numa viagem de barco, existem pessoas que enjoam, pessoas que estão como querem e sem preocupações, pessoas a viver a vida ao máximo, pessoas a aproveitar segundas oportunidades que a vida dá, pessoas mais novas, mais velhas, mais sábias, menos experientes, com mais ou menos personalidade, de várias nacionalidades, etnias, convicções, crenças…e muito mais. Na ESCS, encontramos de tudo um pouco e esse pouco mistura-se de uma forma tal que parece que aquela viagem é diferente de muito do que existe fora do espaço escsiano ou, lá está, fora daquele barco que passa as águas, pelas quais navega, ao seu ritmo e ao seu saber, ajustando-se à maré e sabendo respeitar as circunstâncias que o mar acaba por trazer com ele.

Há alturas em que estamos neste barco e parece que estamos num cruzeiro ou num iate, mas há outras, talvez até mais numa fase inicial onde ainda procuramos o rumo a seguir, em que mais parece que nos deixaram numa canoa, onde tentamos remar contra a maré e a depender muito de nós próprios e do nosso esforço, da nossa dedicação e do nosso trabalho árduo, com algumas ajudas aqui e ali, ainda assim. E eis que entra a tripulação desse barco…aqueles que podem fazer uma viagem valer a pena por qualquer que tenha sido o preço a pagar.

Na ESCS, a “tripulação” é das coisas que mais pode orgulhar qualquer pessoa que por lá tenha passado. São as pessoas que marcam uma história e esta história teve muito o carimbo de várias que se cruzaram nesta viagem académica. Alunos, colegas, amigos, famílias de praxe, professores, funcionários…todos com um papel importante dentro (e, no futuro, alguns deles, fora e após a viagem) do barco.

Ainda assim, a ESCS não é um barco qualquer…é um barco que se pode considerar “de luxo”. É incrível a quantidade de atividades que podemos ter dentro do próprio barco, além daquela que é “obrigatória”, claro. Logo desde o primeiro passo naquele barco, existem pessoas que estão lá para cumprir com a demonstração de união que sempre existiu, existe e existirá. Depois, caberá a cada um avaliar isso e tomar as suas próprias decisões sobre se se quer envolver mais, ou não, após aqueles acontecimentos. De qualquer das formas, não é isso que irá mudar radicalmente a experiência da pessoa, porque há muito mais por fazer.

Mas deixem-me que vos diga que é algo que completa tanto esta viagem…vai de preto e branco a cores e de cores a preto e branco quase num piscar de olhos. Mas o mais importante são as intenções que estão por detrás, porque são muito poucos os locais que conjugam tanto, tão bom e feito tão bem num aspeto que é imensamente criticado por essa sociedade fora e que, admitamos, não é tão bem feito em imensos locais por esse país afora, infelizmente. Até nisso esta viagem se torna diferente. Este é o único caso em que o preto e branco torna tudo com mais cor e com mais vivacidade.

Além disto, os “anexos” (aka núcleos) que este barco tem são dignos de um qualquer iate que por aí ande a navegar nessas águas académicas. É o teórico tornado em prático, é o saber tornado numa ação, é o querer tornado em decisão… São casos que nunca se esgotam e atividades que nunca mais acabam. São vivências que marcam e “extras” que ocupam mais tempo do que o “obrigatório”. São marcas que deixamos no “convés” e, algumas vezes, são projetos que se tornam tão grandes que já nem conseguem caber neste mesmo barco. Por fim, como há que sempre tentar manter uma vida saudável, este é um daqueles barcos que proporciona igualmente alguns tipos de desportos a todos aqueles que os quiserem praticar.

São anos que deixam um “coração cheio” e uma “memória carregada”. São anos que fazem valer pelo dobro dos que estivermos lá. São anos que nunca nos largam e sempre nos convocam para darmos o melhor de nós mesmos e aprendermos mais e mais enquanto o fazemos. São anos que passam a uma alta velocidade de cruzeiro sem nos apercebermos muito bem disso. São anos que ficam e que vão, que chegam e que impressionantes são. São mesmo os melhores anos que academicamente podemos ter e viver.

Como finalistas, quando escrevemos nas fitas ou quando damos fitas a alguém, estamos sempre a recordar um pouco do que foram estes anos e a recorrer às boas memórias proporcionadas por aquela ou aquelas pessoas em questão durante a nossa estadia neste incrível barco. Sendo assim, isto tudo é, então, a minha escrita para uma espécie de fita simbólica da ESCS, se isso realmente existisse, porque é claramente uma instituição que marca as pessoas que por lá passam e que deixará sempre saudade.

Por tudo isto e muito mais…obrigado, ESCS! Muito obrigado por toda esta viagem e por nos levares a navegar pelas melhores águas e tentares dar a todos as melhores condições para podermos sair preparados da melhor forma para quando esta viagem terminar e tivermos de abandonar o barco e prosseguir para etapas seguintes na nossa vida.

Para terminar, como de costume: “LALALALA E A ESCS É O NOSSO…”completem vocês, porque eu sei que muitos sabem 😉 OBRIGADO, ESCS!

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