O Novo Espaço Público

Daniel Innerarity escreveu,

Num livro arrojado e por vezes utópico

Uma transformação da sociedade descreveu;

 

Porque é que tudo mudou?

O que é que se perdeu e se encontrou?

O mundo em que vivemos está diferente

E há que perceber isto plenamente;

 

Só pelos humanos

Temos uma sociedade,

Que se agrupam culturalmente

E expandem-se em mundial variedade;

 

O multiculturalismo e a globalização

São dois conceitos com contemporânea tradição,

Têm ambos uma relação estável

Mas será isto completamente justificável?

 

Não poderá estar a aumentar uma “estranheza” tal?

Aparecendo uma imprevisibilidade e novidade geral?

Estamos mais perto de todos os nossos comuns

Mas existe propensão para conflitos de uns contra uns;

 

As reflexões são necessárias

E o primeiro passo a dar,

Para o espaço público reformular

E sabermos das mudanças várias;

 

Público contra Privado

Antes, tínhamos coisas exclusivas do segundo,

E agora estão em “todo o lado”

Neste natural mundo;

 

A privatização do espaço público é referida pelo autor

Muita discussão política e um princípio diferenciador,

Aparece igualmente o espaço emocional

Mostrando uma “cultura da afetação” real;

 

Guerras e batalhas

Pontes e muralhas,

Acontecimentos imediatos e reações imensas

Perceções exatas e situações intensas;

 

A “intimidade” é absorvida pela política do país

Mas um espaço público bem articulado,

Devia permitir acesso às questões sociais de raiz

E existir em espaço aberto e não fechado/privado;

 

Muitas críticas e insultos

Mas poucas respostas se dão,

Mudanças ocorrem

E segue-se simplesmente a geral opinião;

 

Os meios de comunicação

São os “culpados” da manutenção das pessoas,

Num suposto mundo único, sincronizado e comum em ação

O ocupam um lugar de destaque entre elas todas;

 

É um suposto mundo de estabilidade e entretenimento

Boa consciência e alento,

Mas de real pouco tem

E sem um mecanismo de construção social não sobrevive bem;

 

Verdade? Querem é o atual

Quantidade não é qualidade,

Mas eles querem algo conflitual

Nesta diferente realidade;

 

Os media não observam acontecimentos

Observam observações,

Produzem matéria da realidade

Mas pecam em ações;

 

As histórias funcionam mais para mitos

Um confronto decidido,

Uma catástrofe que nos move

Talvez um escândalo “fingido”?

 

Diz e repete

Parece um CD ou uma disquete,

Claro que já está riscada

Mas é mesmo esta a “emboscada”…

 

A opinião pública acaba por aparecer

Existindo uma luta constante pela atualidade,

A atenção pública é tão importante como a visibilidade

E tudo isto vive muito do “parecer”…

 

Estamos numa fase de crescimento

Mas precisamos de chegar à maturidade,

É necessário estarmos conscientes do que está à nossa volta

E saber qual a melhor situação para cada idade;

 

As futuras gerações precisam de aprender

A confrontar diferentes perspetivas,

Para a cultura aceitarem e saberem viver

E as diferenças não serem tão “ativas”;

 

Para percebermos os outros

Temos de nos perceber a nós,

Observar as coisas à nossa volta de maneira distinta

E perceber que não caminhamos sós;

 

Há que haver abertura ao estranho

O não familiar passar a ser familiar,

É preciso existir interação de forma apropriada

E certos assuntos tentar relativizar;

 

Quem é que nós somos realmente?

É uma pergunta pertinente,

Para os atores que temos de ser

E algo relevante para o autor e para o seu parecer;

 

É importante analisar

A forma social da constituição do comum e do diferente,

Ver qual a relação entre as culturas e que função desempenhar

Na história e na formação que deve estar na nossa identidade inerente;

 

Um conceito de público

Como algo “plural” e “inacabado”,

Apresenta um lado com mais substância

E respeita a sua importância;

 

O autor tem em atenção

Que uma sociedade política,

É uma comunidade de atores

Ou seja, cidadãos que agem como conjuntos fatores;

 

Mesmo assim é preciso existir diversificação cultural

Para voltar a caraterizar bem, no geral, a sociedade,

Que perdeu uma inocente homogeneidade

E ignorou de forma injusta a sua parte diferencial;

 

O mundo mudou

A globalização quase tudo alterou,

Então, já é tempo de as sociedades mudarem

Para melhor funcionarem!

 

É urgente uma política

Para lidar com as dinâmicas novas e variadas,

Esta não é uma situação atípica

Mas não se pode tratar deste caso por meio de formas pouco ligadas;

 

Não queremos um acordo fácil

Ou um consenso generalizado,

Precisamos é de uma comunicação ágil

E de um processo não tão individualizado;

 

Há que o espaço público articular

Visto que é necessária uma maneira de se organizar,

Um mundo em comum para todos

Para isso temos de endireitar e compreender para onde fomos;

 

Uma complexidade social

Uma antecipação do futuro;

De acordo com a amplitude temporal

Qualquer ação não pode ter um “furo”;

 

Daniel apresenta-nos o Estado Cooperativo

Sendo que é essencial que o exercício político se descentralize,

Interdependência é um “poder” afirmativo

Para que tudo melhor se organize;

 

É preciso uma forma diferente de governação

Para responder a uma social fragmentação,

O atual Estado está sobrecarregado

Portanto, há que haver o tal colaborar esperado;

 

Temos em vista um “horizonte cosmopolita” no seu interior

É necessária uma maior resposta europeia à globalização,

Não é preciso uma dramatização do perigo exterior

É, sim, essencial uma boa coesão;

 

A ideia de soberania tem de mudar

Para a formar de organização melhorar,

Num mundo globalizado sabemos que estamos

Mas tudo se transforma dependendo de como isso encaramos;

 

Temos de saber considerar “o próprio como estranho”

Mas também “o estranho como próprio”,

São dois casos em que a perspetiva tem o seu parecer

Mas são circunstâncias sobre as quais temos de realmente perceber;

 

Este novo espaço público

É mesmo uma realidade global,

Há que renovar as políticas

E criar situações comuns, mas não críticas;

 

A sociedade não é apenas uma parte sozinha em ação

Nem os seus atores têm a capacidade para se sustentar de forma isolada,

Precisamos de cosmopolitizar a globalização

E entender quais os melhores caminhos para esta estrada…!

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