A Melhor Viagem de Barco:

Permitam-me que faça uma espécie de “último testamento” (ou uma espécie de “história”, se quiserem ver por um outro lado) acerca de um percurso inacreditável, incrível, irrepetível, inolvidável e mais algumas palavras terminadas em “vel”. O título, como muitos logo perceberão, está, claramente, relacionado com um determinado edifício que deu mesmo para chamar de segunda casa durante 3 longos e excelentes anos. A caríssima Escola Superior de Comunicação Social, sendo tratada de forma mais familiar por ESCS.

Quando começamos alguma viagem, nunca sabemos a 100% o caminho que iremos percorrer e o que irá acontecer durante aqueles momentos. Esta viagem na ESCS teve essa incerteza inicial presente, mas também teve aquela grande expetativa que nos faz passar por um certo nervoso estranho e ao mesmo tempo ansiar imenso por tudo aquilo que virá. E os momentos…bem, os momentos foram tantos e tão bons que não dão para contar todos num só texto.

A realidade é que, numa viagem de barco, existem pessoas que enjoam, pessoas que estão como querem e sem preocupações, pessoas a viver a vida ao máximo, pessoas a aproveitar segundas oportunidades que a vida dá, pessoas mais novas, mais velhas, mais sábias, menos experientes, com mais ou menos personalidade, de várias nacionalidades, etnias, convicções, crenças…e muito mais. Na ESCS, encontramos de tudo um pouco e esse pouco mistura-se de uma forma tal que parece que aquela viagem é diferente de muito do que existe fora do espaço escsiano ou, lá está, fora daquele barco que passa as águas, pelas quais navega, ao seu ritmo e ao seu saber, ajustando-se à maré e sabendo respeitar as circunstâncias que o mar acaba por trazer com ele.

Há alturas em que estamos neste barco e parece que estamos num cruzeiro ou num iate, mas há outras, talvez até mais numa fase inicial onde ainda procuramos o rumo a seguir, em que mais parece que nos deixaram numa canoa, onde tentamos remar contra a maré e a depender muito de nós próprios e do nosso esforço, da nossa dedicação e do nosso trabalho árduo, com algumas ajudas aqui e ali, ainda assim. E eis que entra a tripulação desse barco…aqueles que podem fazer uma viagem valer a pena por qualquer que tenha sido o preço a pagar.

Na ESCS, a “tripulação” é das coisas que mais pode orgulhar qualquer pessoa que por lá tenha passado. São as pessoas que marcam uma história e esta história teve muito o carimbo de várias que se cruzaram nesta viagem académica. Alunos, colegas, amigos, famílias de praxe, professores, funcionários…todos com um papel importante dentro (e, no futuro, alguns deles, fora e após a viagem) do barco.

Ainda assim, a ESCS não é um barco qualquer…é um barco que se pode considerar “de luxo”. É incrível a quantidade de atividades que podemos ter dentro do próprio barco, além daquela que é “obrigatória”, claro. Logo desde o primeiro passo naquele barco, existem pessoas que estão lá para cumprir com a demonstração de união que sempre existiu, existe e existirá. Depois, caberá a cada um avaliar isso e tomar as suas próprias decisões sobre se se quer envolver mais, ou não, após aqueles acontecimentos. De qualquer das formas, não é isso que irá mudar radicalmente a experiência da pessoa, porque há muito mais por fazer.

Mas deixem-me que vos diga que é algo que completa tanto esta viagem…vai de preto e branco a cores e de cores a preto e branco quase num piscar de olhos. Mas o mais importante são as intenções que estão por detrás, porque são muito poucos os locais que conjugam tanto, tão bom e feito tão bem num aspeto que é imensamente criticado por essa sociedade fora e que, admitamos, não é tão bem feito em imensos locais por esse país afora, infelizmente. Até nisso esta viagem se torna diferente. Este é o único caso em que o preto e branco torna tudo com mais cor e com mais vivacidade.

Além disto, os “anexos” (aka núcleos) que este barco tem são dignos de um qualquer iate que por aí ande a navegar nessas águas académicas. É o teórico tornado em prático, é o saber tornado numa ação, é o querer tornado em decisão… São casos que nunca se esgotam e atividades que nunca mais acabam. São vivências que marcam e “extras” que ocupam mais tempo do que o “obrigatório”. São marcas que deixamos no “convés” e, algumas vezes, são projetos que se tornam tão grandes que já nem conseguem caber neste mesmo barco. Por fim, como há que sempre tentar manter uma vida saudável, este é um daqueles barcos que proporciona igualmente alguns tipos de desportos a todos aqueles que os quiserem praticar.

São anos que deixam um “coração cheio” e uma “memória carregada”. São anos que fazem valer pelo dobro dos que estivermos lá. São anos que nunca nos largam e sempre nos convocam para darmos o melhor de nós mesmos e aprendermos mais e mais enquanto o fazemos. São anos que passam a uma alta velocidade de cruzeiro sem nos apercebermos muito bem disso. São anos que ficam e que vão, que chegam e que impressionantes são. São mesmo os melhores anos que academicamente podemos ter e viver.

Como finalistas, quando escrevemos nas fitas ou quando damos fitas a alguém, estamos sempre a recordar um pouco do que foram estes anos e a recorrer às boas memórias proporcionadas por aquela ou aquelas pessoas em questão durante a nossa estadia neste incrível barco. Sendo assim, isto tudo é, então, a minha escrita para uma espécie de fita simbólica da ESCS, se isso realmente existisse, porque é claramente uma instituição que marca as pessoas que por lá passam e que deixará sempre saudade.

Por tudo isto e muito mais…obrigado, ESCS! Muito obrigado por toda esta viagem e por nos levares a navegar pelas melhores águas e tentares dar a todos as melhores condições para podermos sair preparados da melhor forma para quando esta viagem terminar e tivermos de abandonar o barco e prosseguir para etapas seguintes na nossa vida.

Para terminar, como de costume: “LALALALA E A ESCS É O NOSSO…”completem vocês, porque eu sei que muitos sabem 😉 OBRIGADO, ESCS!

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Reflexões

Reflexões

Pensamentos livres

Questões relevantes,

Expostos de forma pouco ortodoxa

Mas muito interessantes;

 

Em curtos “pedaços”

Contendo reflexões diversas,

Servindo como “literários abraços”

Ou profundas conversas;

 

“Isto não é um diário” apareceu

Zygmunt Bauman escreveu,

Algo que poderia ser um blog ou um diário

Transformou-se num livro extraordinário;

 

Entre meses datados

E em momentos espaçados,

Não sendo comentários da vida pessoal

Mas, sim, alguns temas principais de uma sociedade tal;

 

Tal como eu

Bauman tem pela escrita um gosto especial,

Tenta usá-la sempre que pode

E mostra que ela realmente tem um papel fundamental;

 

Para o autor em cima

Não há outra forma de ganhar a vida,

Um dia sem ela é como um “dia perdido”

Uma espécie de “vocação traída” ou um “dever omitido”;

 

Inspirações que abordam

Quase tudo o que há para saber,

Alguns temas realmente acordam

Quem possivelmente estiver, nesta vida, a adormecer;

 

Várias temáticas são abordadas

Algumas considerações apresentadas,

Política, democracia, educação

Relações sociais, crise ou globalização;

 

Por meio de sua esposa

Na escrita se refugiou,

Ali ele encontra

Uma companhia para a solidão em que ficou;

 

No ramo político

Em quem devemos acreditar?

Será que tudo na vida é confiável

Ou temos mesmo de nos questionar?

 

Um florescer da arrogância

Um despertar da ganância,

A mentira será vista como algo natural

E aceitarão os contemporâneos este tipo de ideal?

 

Muito falatório

Poucos compromissos,

Imenso interrogatório

Para prazos nada fixos;

 

Tanto o “offline” como o “online” estão afetados

Diversos assuntos são publicados,

Falsamente acreditamos

Neste tipo de temas que abordamos;

 

Imersos numa sociedade de incertezas

Com a certeza de termos essas questões assentes,

Estas supostas garantias são de muitas levezas

E os tais “factos” tornam-se diferentes;

 

Em quem podemos confiar?

Que assuntos são possíveis proclamar?

Já no campo das relações

O autor expõe algumas situações;

 

Uma virtualização de relacionamentos

Onde ligações que parecem inquebráveis,

Tornam-se frágeis como muitos rebentos

Em contextos não tão fiáveis;

 

Em Robin Dunbar é baseado

Este tratamento que foi “quebrado”,

150 pessoas próximas seria o limite real

Para existir esse tipo de relação “ideal”;

 

As redes sociais

Chegaram e trouxeram com elas acontecimentos irreais,

Além da quantidade excessiva de relações

Entre indivíduos das mesmas ou de outras nações;

 

Laços rompidos facilmente

Porque, hoje em dia, o mundo está diferente,

Já não existe aquela “proximidade”

E desaparece uma certa “inquebrantabilidade”;

 

Com uma sabedoria imensa

Há uma reflexão sobre os jovens que é realmente intensa,

As condições e a forma em que acontecem

Expostos ao consumismo e sobre o qual “desvanecem”;

 

São como “terras virgens” daqui

Frente a um mercado bastante influenciador,

Onde há propagandas aqui e ali

Muito direcionadas para o jovem consumidor;

 

Vendo como forma de inclusão social

Eles não acham que haja algum tipo de “mal”,

Mas devem na realidade entrar

E o mundo à sua volta observar;

 

O consumo aparece em força na atualidade

Sendo que ter tempo torna-se cada vez mais uma capacidade,

Quando menos tempo levar a de um produto se desfazer

Mais vantajoso para o mercado se torna a ter;

 

Muitos produtos têm curto prazo de validade

Outros simplesmente apresentam baixa qualidade,

O dinheiro não pode realmente “adormecer”

Para, assim, todos podermos viver;

 

A palavra “imediatamente” entra em cena

Tendo em conta o consumido e a consciência do problema,

Há que promover trocas constantes e muitas ações

Com um acréscimo de ser numa multiplicidade de situações;

 

E em relação às tecnologias?

Qual o seu uso verdadeiro?

Para Bauman, aparecem como substituições

Da companhia pessoal pelo mundo virtual inteiro;

 

Uma tendência de multitasking real

Mostrando um planeta tecnologicamente global,

E o que dizer das guerras na sociedade?

Quando as pessoas só querem paz e liberdade…

 

É estabelecido um debate

Entre as ideias de dois grandes senhores,

Há uma identificação nesta parte

Com os pensamentos de ambos os autores;

 

José Saramago motivou

E Bauman refletiu e pensou,

Mostrando um grande contacto com a obra, de 2009, do português

Existe uma real inspiração daí da parte do autor polonês;

 

Por meio de Wells e dos seus pensamentos

Bauman compara alguns acontecimentos,

Wells sentia-se deslocado durante a Primeira Guerra Mundial

Ao passo que Bauman sentiu isso ao longo da vida de forma situacional;

 

Uma distância

No mundo da infância,

Exílio global

Na Segunda Guerra Mundial;

 

Esperanças e expetativas

Depositadas em vão,

A realidade social era diferente

E mudava muito a sua própria “estrangeira” condição;

 

Inquietações e fragilidades pessoais

Um mundo em transformação,

Em sociedades não tão ideais

Neste mundo vão;

 

Um sonho: uma sociedade justa e capaz

Onde haja saúde e paz,

Nada nem ninguém

Inferior a alguém;

 

Exposição de pensamentos

Numa ordem natural,

Uma “viagem” por diversos lugares e momentos

Para Bauman e as suas reflexões sobre este mundo real;

 

Este grande autor

Diz ele próprio que é “primeiro um leitor”,

E só “depois um escritor”

Mas que exemplo de esplendor;

 

Daí que se os seus comentários

Tivessem aparecido em sites ou blogs vários,

Poderia ser realmente o melhor

Vendo, igualmente, Steven Poole, outro grande escritor e senhor;

 

Em algo deste género

É permitida uma maior liberdade,

Apresentando uma estrutura mais adequada

Para comentários e críticas, por exemplo, à sociedade;

 

Há também a possibilidade

De termos os leitores na nossa parte,

Com as suas opiniões

Existindo uma boa interação e muitas opções;

 

Num blog eu posso refletir

Posso “pensar em voz alta”,

Posso qualquer coisa exprimir

Num dado momento e aparecendo como que “nas luzes da ribalta”;

 

Bauman mostrou a sua incrível perceção real

Sobre a sociedade em que habitamos,

Muitas reflexões que poderiam estimular um desenvolvimento pessoal

Neste mundo em que nos mostramos…

A Comunicação no Desporto Paraolímpico – Parte 2

A Comunicação no Desporto Paraolímpico – Parte 2

Após um post inicial

Onde vimos uma distinção sem igual,

É tempo destes temas melhor abordar

E vermos como cada pergunta podemos aprofundar;

 

Os Jogos Olímpicos são vistos como “reis” deste “mundo”

Deixando os Jogos Paraolímpicos “abaixo” dessa “categoria”,

Mas há que existir um olhar mais fundo

Para melhor explicar este tipo de maioria;

 

Vistos como algo secundário

Um espetáculo complementar aos jogos anteriores,

Onde um atleta é conhecido como um corajoso e “sofredor” lendário

Mas onde os outros são vistos como “ídolos” e uns grandes e verdadeiros vencedores;

 

A comunicação social

Transmite ao leitor compaixão pelo atleta paraolímpico,

Sendo ele um símbolo de superação e um “super-herói” ideal

Há, ainda assim, uma espécie de preconceito algo categórico;

 

Somos (ou deveríamos ser) uma sociedade dita inclusiva

Mas continuamos com uma mentalidade distinta e com pouca iniciativa,

Metendo uma “deficiência” à frente de muitas particularidades

E vendo pouco além das incapacidades;

 

Uma comunicação exaustiva para os Olímpicos

Uma comunicação ínfima para os Paraolímpicos,

Um tipo de perspetiva baseada na inteligência

Um outro tipo baseado na compensação da sua essência;

 

Quem não tem

Conseguiu pelo seu talento,

Quem tem

“Simplesmente” tornou a aflição num alento;

 

Os Media optam pela emoção

Deixando um pouco de lado a razão,

Mas é preciso entender

Que o desporto paraolímpico tem um rendimento alto em cada ser;

 

Há que mostrar respeito e confiança

Não achar que “afinal houve esperança”,

Isto não deve caminhar para a compaixão

Mas, sim, para o apoio e reflexão;

 

Vemos pouca (in)formação

Para acreditarmos no potencial paraolímpico em ação,

A verdade é que este desporto é eficiente

E a sua cobertura é que parece ser “deficiente”;

 

Este tipo de condição

É vista como uma “anormal situação”,

Afastando-se do padrão “normal”

Representando algo fora do comum ideal;

 

As Olimpíadas têm um maior interesse público na sociedade

E são mais veiculadas pela comunicação social,

Ao passo que as Paraolimpíadas apresentam uma menor rentabilidade

Daí a significativa diferença, em ambos, no final;

 

O número de artigos é sempre superior

Tratando esta competição como apenas algo “posterior”,

Uma espécie de “evento paralelo”

Onde tem que olhar para o seu irmão mais velho como o mais belo;

 

De um lado, uma magnificação de resultados

Do outro lado, a diferença volta a aparecer,

Olhando mais simplesmente para os resultados dos desportos adaptados

E menos para a importância de uma conquista e de como foi este vencer;

 

Estes atletas paraolímpicos preferem

Mais respeito e admiração pelas habilidades,

Não condolência e facilidades

Visto que reconhecimento pelos feitos é algo que mais querem;

 

Os Media são um reflexo da sociedade

Construindo uma espécie de realidade,

Para ser consumida pela audiência

Ou indo ao encontro das expetativas dessa afluência;

 

Eles mostram um acontecimento

Reproduzem informações e sentidos,

Construindo simbolicamente um momento

Tendo indivíduos bem decididos;

 

Estes responsáveis têm na sua mão

Um grande instrumento de combate,

Para a luta contra o preconceito não ser em vão

E, assim, adquirindo uma nova postura de “ataque”;

 

Não querem “super-heróis” para aqui

Ou “coitados” para ali,

Preferem ser tratados como seres comuns

E sem tratos especiais nenhuns;

 

As diferenças são reais

Mas está na altura de mudar,

Para estes dois eventos mundiais

Há que para o mesmo lado remar!

Leituras…

Leituras…

O Novo Espaço Público

Daniel Innerarity escreveu,

Num livro arrojado e por vezes utópico

Uma transformação da sociedade descreveu;

 

Porque é que tudo mudou?

O que é que se perdeu e se encontrou?

O mundo em que vivemos está diferente

E há que perceber isto plenamente;

 

Só pelos humanos

Temos uma sociedade,

Que se agrupam culturalmente

E expandem-se em mundial variedade;

 

O multiculturalismo e a globalização

São dois conceitos com contemporânea tradição,

Têm ambos uma relação estável

Mas será isto completamente justificável?

 

Não poderá estar a aumentar uma “estranheza” tal?

Aparecendo uma imprevisibilidade e novidade geral?

Estamos mais perto de todos os nossos comuns

Mas existe propensão para conflitos de uns contra uns;

 

As reflexões são necessárias

E o primeiro passo a dar,

Para o espaço público reformular

E sabermos das mudanças várias;

 

Público contra Privado

Antes, tínhamos coisas exclusivas do segundo,

E agora estão em “todo o lado”

Neste natural mundo;

 

A privatização do espaço público é referida pelo autor

Muita discussão política e um princípio diferenciador,

Aparece igualmente o espaço emocional

Mostrando uma “cultura da afetação” real;

 

Guerras e batalhas

Pontes e muralhas,

Acontecimentos imediatos e reações imensas

Perceções exatas e situações intensas;

 

A “intimidade” é absorvida pela política do país

Mas um espaço público bem articulado,

Devia permitir acesso às questões sociais de raiz

E existir em espaço aberto e não fechado/privado;

 

Muitas críticas e insultos

Mas poucas respostas se dão,

Mudanças ocorrem

E segue-se simplesmente a geral opinião;

 

Os meios de comunicação

São os “culpados” da manutenção das pessoas,

Num suposto mundo único, sincronizado e comum em ação

O ocupam um lugar de destaque entre elas todas;

 

É um suposto mundo de estabilidade e entretenimento

Boa consciência e alento,

Mas de real pouco tem

E sem um mecanismo de construção social não sobrevive bem;

 

Verdade? Querem é o atual

Quantidade não é qualidade,

Mas eles querem algo conflitual

Nesta diferente realidade;

 

Os media não observam acontecimentos

Observam observações,

Produzem matéria da realidade

Mas pecam em ações;

 

As histórias funcionam mais para mitos

Um confronto decidido,

Uma catástrofe que nos move

Talvez um escândalo “fingido”?

 

Diz e repete

Parece um CD ou uma disquete,

Claro que já está riscada

Mas é mesmo esta a “emboscada”…

 

A opinião pública acaba por aparecer

Existindo uma luta constante pela atualidade,

A atenção pública é tão importante como a visibilidade

E tudo isto vive muito do “parecer”…

 

Estamos numa fase de crescimento

Mas precisamos de chegar à maturidade,

É necessário estarmos conscientes do que está à nossa volta

E saber qual a melhor situação para cada idade;

 

As futuras gerações precisam de aprender

A confrontar diferentes perspetivas,

Para a cultura aceitarem e saberem viver

E as diferenças não serem tão “ativas”;

 

Para percebermos os outros

Temos de nos perceber a nós,

Observar as coisas à nossa volta de maneira distinta

E perceber que não caminhamos sós;

 

Há que haver abertura ao estranho

O não familiar passar a ser familiar,

É preciso existir interação de forma apropriada

E certos assuntos tentar relativizar;

 

Quem é que nós somos realmente?

É uma pergunta pertinente,

Para os atores que temos de ser

E algo relevante para o autor e para o seu parecer;

 

É importante analisar

A forma social da constituição do comum e do diferente,

Ver qual a relação entre as culturas e que função desempenhar

Na história e na formação que deve estar na nossa identidade inerente;

 

Um conceito de público

Como algo “plural” e “inacabado”,

Apresenta um lado com mais substância

E respeita a sua importância;

 

O autor tem em atenção

Que uma sociedade política,

É uma comunidade de atores

Ou seja, cidadãos que agem como conjuntos fatores;

 

Mesmo assim é preciso existir diversificação cultural

Para voltar a caraterizar bem, no geral, a sociedade,

Que perdeu uma inocente homogeneidade

E ignorou de forma injusta a sua parte diferencial;

 

O mundo mudou

A globalização quase tudo alterou,

Então, já é tempo de as sociedades mudarem

Para melhor funcionarem!

 

É urgente uma política

Para lidar com as dinâmicas novas e variadas,

Esta não é uma situação atípica

Mas não se pode tratar deste caso por meio de formas pouco ligadas;

 

Não queremos um acordo fácil

Ou um consenso generalizado,

Precisamos é de uma comunicação ágil

E de um processo não tão individualizado;

 

Há que o espaço público articular

Visto que é necessária uma maneira de se organizar,

Um mundo em comum para todos

Para isso temos de endireitar e compreender para onde fomos;

 

Uma complexidade social

Uma antecipação do futuro;

De acordo com a amplitude temporal

Qualquer ação não pode ter um “furo”;

 

Daniel apresenta-nos o Estado Cooperativo

Sendo que é essencial que o exercício político se descentralize,

Interdependência é um “poder” afirmativo

Para que tudo melhor se organize;

 

É preciso uma forma diferente de governação

Para responder a uma social fragmentação,

O atual Estado está sobrecarregado

Portanto, há que haver o tal colaborar esperado;

 

Temos em vista um “horizonte cosmopolita” no seu interior

É necessária uma maior resposta europeia à globalização,

Não é preciso uma dramatização do perigo exterior

É, sim, essencial uma boa coesão;

 

A ideia de soberania tem de mudar

Para a formar de organização melhorar,

Num mundo globalizado sabemos que estamos

Mas tudo se transforma dependendo de como isso encaramos;

 

Temos de saber considerar “o próprio como estranho”

Mas também “o estranho como próprio”,

São dois casos em que a perspetiva tem o seu parecer

Mas são circunstâncias sobre as quais temos de realmente perceber;

 

Este novo espaço público

É mesmo uma realidade global,

Há que renovar as políticas

E criar situações comuns, mas não críticas;

 

A sociedade não é apenas uma parte sozinha em ação

Nem os seus atores têm a capacidade para se sustentar de forma isolada,

Precisamos de cosmopolitizar a globalização

E entender quais os melhores caminhos para esta estrada…!

Regras Procuram-se

Regras Procuram-se

 

Neste século XXI

Vários acontecimentos marcaram a história,

Alguns em particular

Ainda continuam presentes e em boa memória;

 

Conflito entre dois lados

Ocidente e Oriente,

Mundos abertos ou fechados?

Quando terminarão estes conflitos permanentes?

 

Mesmo com governos e regras

Estamos desgovernados,

Todos atiram pedras

Aos seus próprios telhados;

 

Sinais de desregramento aparecem

Da parte intelectual conhecem,

Uma dificuldade de coexistência

Entre as comunidades e as pessoas na sua essência;

 

O desregramento económico junta-se

E leva a conflitos e perturbações,

Com consequências luta-se

Para não propagar este tipo de situações;

 

O clima e o ambiente são igualmente afetados

Uma irresponsabilidade tal,

Deixando estranhos legados

E será que também uma espécie de incompetência moral?

 

De “Um Mundo sem Regras”

Em que Amin Maalouf é o seu autor,

Assistimos a uma reflexão no seu esplendor

Sobre uma sociedade que enfrenta certas quebras;

 

O escritor mostra a existência de um esgotamento

Algo mais virado para as civilizações,

No Ocidente, com perda de fidelidade e fundamento

No Oriente, impasse histórico e muitas perturbações;

 

Responsabilidade partilhada

Entre as duas grandes regiões,

Mas para superar as diferenças culturais e sociais das nações

Há que haver respeito, diálogo e uma troca bem cuidada;

 

Existiram mesmo vitórias enganadoras?

Festejos por cima de consequências sofredoras?

A queda do Muro de Berlim trazia alívio e esperança

Mas anos depois não havia mais esta “herança”;

 

Com a queda do muro

O Ocidente passou a ser a maior potência,

A Guerra Fria só confirmou tal futuro

Mas tal zona não cumpriu como deve ser com esta incidência;

 

Pela intervenção militar

Queriam espalhar a democracia,

Só que acabaram por criar

Mais desconfiança e menos diplomacia;

 

Nasser foi um exemplo de similar situação

No Egipto deixou uma ditadura em ação,

Por um golpe de estado chegou ao poder

Foi amado pelo seu povo e legitimado como líder;

 

Inspirou confiança

As pessoas seguiram as suas ideias,

Algo que o Ocidente não fez

Pouco transmitindo confiantes maneiras;

 

Mas o Oriente não se tornou melhor

Parece que “pararam no tempo” e ficaram por aí,

Praticando ideias de uma forma pior

Não fazendo sentido aqui ou ali;

 

Entrámos sem bússola

Sem rumo ou destino ideal,

Por isso, algo deve mudar

Até porque sabemos que estamos a viver numa aldeia global;

 

Aldeia em que podemos aproveitar a sua situação

Para fazer uma excelente comunicação

Um entendimento de todas as civilizações

Tentar acabar com os conflitos entre etnias, religiões e nações

 

Maalouf defende uma civilização unida

Terminando com a “pré-história” e começando com valores universais,

E preservação das diferenças culturais

Para não voltar a acabar tudo de uma forma dividida;

 

Ou “morremos juntos”

Ou “sobrevivemos juntos”,

Temos de ser um só apenas

E causar o menos possível de problemas;

 

Todos queremos um mundo com respeito

Onde a diversidade seja bem recebida,

Em que o progresso comece a ser todos os dias feito

E elevado moralmente e culturalmente nesta vida;

 

Temos um autor indignado

Perante a realidade atual,

Maalouf partilha dois mundos diferentes

É, sem dúvida, um cidadão multicultural;

 

Esta obra mostra a sua vivência

Uma incrível experiência,

Entre dois mundos que acabam por não se compreender

Mas que precisamos que se venham a entender;

 

Há que reinventar este mundo

Procurar regras para cimentar desde o fundo,

Fugir de certos preconceitos ancestrais

E saber mudar certos conceitos triviais;

 

Os Estados Unidos poderão ter um papel essencial

Já que representam 5% da população mundial,

Mas não haverá aqui uma disfunção

Quando 5% são “mais” do que todo o resto da civilização?

 

E com a escolha atual?

Donald Trump…escolha ideal?

Só o tempo o dirá

Mas que consequências para o mundo inteiro trará?

 

É certo que temos de iniciar uma etapa diferente

Sem combater contra “o outro”,

A palavra “adversa” não pode existir

Nós todos temos de saber em frente seguir;

 

A tal “pré-história do homem” só acabará

Quando percorrermos um único e só caminho que ligará,

Todo um mundo em união

Em palavra e em ação;

 

Os únicos combates que merecem ser travados

Têm base científica e ética nesta situação,

Temos o saber e os meios bem exatos

Para contribuir para toda uma “salvação”;

 

A humanidade deve estar consciente

De que não devemos caminhar para um rumo diferente,

Há que ter os mesmos valores e ideais

Para desenvolver as medidas essenciais;

 

Devemos ser uma única civilização

Repleta de diversidade e proteção,

É necessário agir no imediato…

Não é tarde demais para mudar o futuro, exato?!

 

 

 

Nobre Ideal

Nobre Ideal

Ser e ter

Nascer e crescer,

A nobreza pode estar em todo o lado

Sendo um elemento que deveria viver para sempre interiorizado;

 

Há que diferenciar

O bem do mal,

Porque a liberdade da verdade

Deve ser uma peça essencial;

 

Será que hoje em dia

A nobreza apenas se vira para o bem material?

Ou ainda há uma réstia de esperança

De que ela ainda possa servir como um ideal?

 

Em Nobreza de Espírito – Um Ideal Esquecido

Comprovamos que a falta de tal,

Prejudica toda a sociedade

E o desenvolvimento civilizacional e cultural;

 

Mas como podemos mudar

Se existem líderes que não cultivaram esta ação?

Como é possível preocupação mostrar

Se a nobreza não existe num espírito de criação e manutenção?

 

Rob Riemen argumenta

Que a nobreza de espírito é a quinta-essência,

Para um mundo civilizado existir

E haver certo modo de coerência;

 

O autor refere-se a um espírito ideal

A realização da verdadeira liberdade,

Um alicerce moral

Para existir uma democracia com autenticidade;

 

Em 3 ensaios possíveis

Temos uma ideia de humanismo,

Com valores complexos mas atingíveis

Mas em que certas ideias podem parecer um antagonismo;

 

Espinosa, Goethe e Mann falaram

O papel da dignidade humana exploraram,

Sócrates ou Ginzburg aparecem

A procura da verdade e da liberdade fortalecem;

 

Um prefácio para Steiner desenvolver

Os valores humanistas clássicos,

Filosofias e filósofos práticos

Uma vida espiritual devem ter;

 

Há que restaurar

A civilização ocidental,

É preciso continuar

Com um ideal fundamental…

 

Chega-nos a nobreza de espírito

O único modo de correção para a humanidade,

Isto defende o autor no seu ritmo crítico

Para podermos ter uma real liberdade;

 

Precisamos de enfrentar

Algumas questões oportunas,

É preciso saber lidar

Com situações que parecem ser como dunas;

 

Terror e ódio à solta

Num mundo cada vez mais desequilibrado.

E tem de se ter em conta

Que nós precisamos é de um planeta estabilizado;

 

Com nobreza de espírito

Poderemos alcançar tal patamar,

Mas este conceito tem mesmo de ser bem explorado

E é algo complexo de se explicar;

 

É um conceito com várias definições

Não estando totalmente fechado,

Cabe às nossas próprias apreciações

Refletir acerca deste termo designado;

 

Há que haver justiça, dignidade e liberdade

Também precisamos de coragem, sabedoria e verdade,

A arte e a cultura não podem cair

A filosofia e a política necessitam de refletir

 

Em relação à liberdade

Sabemos que pode ser um caminho ideal,

Para existir verdade

E uma sociedade humana mais digna e real;

 

Temos um mundo em constante mudança

Novas formas de revelação da verdade terão de existir,

A cultura é uma esperança

Para realmente nos dirigir;

 

Mas para haver tudo o mais

A verdade tem de estar nestes ideais,

Só que existem “traições” até dos intelectuais

E alguns nem conseguem ser leais;

 

Não podemos aniquilar a cultura

Para não aniquilarmos a verdade,

Senão um qualquer indivíduo

Poderá ver privada a sua dignidade;

 

“É o peso material que dá valor ao ouro

E o peso moral que dá valor ao homem”,

Há que urgentemente encontrar este nobre tesouro

Para não termos certos aspetos que nos consomem;

 

Devem ser tomadas decisões conscientes

Com profissionais que trabalhem de formas independentes,

Ressalvando a importância cultural e política

Para esta não ser uma fase negativa e cíclica;

 

Há que haver diálogo e debate

Para conseguirmos vencer este “combate”,

Na procura de remediar a falta de nobreza

E podermos ter uma cultura com mais riqueza;

 

Os desafios atuais são complexos

Mas é preciso compreender estes problemas diversos,

Têm de se rever prioridades

E assegurar que não existem certas “vaidades”;

 

Temos de nos conhecer bem

Para o mundo mudar,

Temos de conhecer os outros bem

Para com eles sabermos lidar;

 

Precisamos de uma viragem

Ou de uma mudança nesta atordoada viagem,

Para não comprometermos valores corretos

E termos uma civilização com os olhos bem abertos;

 

A comunicação não pode ser uma barreira

Deve, sim, ser a solução,

Estabelecer relações é uma excelente ideia

Para voltarmos a ter uma grande união;

 

Há valores a ser recuperados

A boa cultura deve voltar a imperar,

Tem que se deixar de lado certos interesses

Que só estão a incomodar;

 

Se tudo isto acontecer

A nobreza de espírito irá voltar,

A dignidade e a liberdade humana temos de defender

Para o futuro conseguirmos conquistar!

Enterprise & CSR – Uma solução para o presente e para o futuro

Enterprise & CSR – Uma solução para o presente e para o futuro

O nosso século apresenta

Desafios constantes,

Queremos algo sustentável

Mas também empregos abundantes;

 

Mercados e sociedades para todos os gostos

Industrialização dos países ocidentais,

Com desenvolvimento dos orientais

E são muitos mais pontos…

 

O empreendedorismo

É o principal agente do sistema económico atual,

Tem um verdadeiro papel significativo e de simbolismo

No Mundo, na Europa e, claro, em Portugal;

 

Um modelo bastante competitivo

Com doses exageradas de tal parte,

Mas é preciso realmente perceber

Que a inovação é que é um verdadeiro baluarte;

 

É a forma ideal de competir

Aquilo que aumenta o nível de uma empresa,

Os outros nem sabem como reagir

A tamanha capacidade e destreza;

 

Mas para tal

É preciso o empreendedor ideal,

Um líder por natureza

Que tenha confiança e firmeza;

 

Philippe de Woot chamou à atenção

Em Rethinking the Enterprise levantou a questão,

Como devemos para as empresas olhar

E saber como um empreendedor deve se comportar?

 

É verdade que a ciência e a tecnologia progrediram

E daí mais oportunidades surgiram,

Uma empresa acaba por ser mediadora

Entre a ciência e a sociedade, seja ou não conservadora;

 

Se a sua cultura alterar

Pode o mundo económico modificar?

Essa é a chave para o mundo empresarial

Para ter mais sucesso global;

 

Especulação e procura do máximo lucro possível

O mercado ganhou certa autonomia,

Será que quebrarmos algo pouco acessível?

Ou o dinheiro manterá toda a alegria?

 

A componente lucrativa

Não respeita a sociedade,

Há que mudar este sistema

E defender a nossa propriedade;

 

É preciso um sistema de gestão criar

Para a globalização não prejudicar,

É urgente devolver a grande dimensão

Onde a política e a ética estão;

 

O nosso ADN mostra quem somos

“Apresenta” os nossos valores a qualquer um,

“Representa” de onde viemos e para onde fomos

Distingue entre o todo e o nenhum…

 

A “CSR” é bastante vital

Responsabilidade Social Corporativa é o ideal,

Tal deve fazer parte da identidade das organizações

Porque é algo que afeta milhões;

 

Fome, falta de água, discriminação

Refugiados, desemprego ou exclusão,

Alguns fatores presentes, mas existem ainda mais

Tantos problemas e alguns bem fatais…

 

Mais desafios e maiores pressões

Crises incalculáveis,

Muitos governos e poucas ações

Parecem tempos intermináveis;

 

Uma mudança é urgente

O futuro do nosso planeta está dependente,

Qualquer decisão tem que ser tomada

Mas ela não pode é continuar a ser ignorada!

 

Envolvam pessoas

Chamem os responsáveis,

Tomem as rédeas

Mas façam coisas viáveis;

 

Um desenvolvimento sustentável

Responderá às necessidades do presente,

Mas terá um bom futuro em mente

Para o bem comum estar sempre inabalável;

 

Para um bom empreendedorismo global

Um CSR implícito é vital,

Há exemplos a construir

Ou a manter, como podem ver a seguir;

 

IKEA ou EDP

Google ou Intel,

Microsoft ou Nestlé

BMW ou Dell;

 

Para as Relações Públicas

O termo CSR deve ser habitual,

Devemos defender a nossa organização

De uma forma fenomenal;

 

Há que devolver uma boa política

E a ética às empresas,

Há que estabelecer uma ponte cíclica

E saber como resolver quaisquer problemas;

 

Precisamos de nos adaptar ao ambiente

Saber ligar os públicos e as organizações,

Enquadrar a atividade da empresa presente

Para realmente agirmos bem nas mais variadas situações;

 

Relações mutuamente benéficas

Têm de existir,

Informação, comunicação, consciencialização

É necessário saber progredir;

 

As organizações são parte ativa da sociedade

E têm de viver com tal situação,

Há que saber estar no presente com uma boa mentalidade

Para no futuro continuarmos a ser nós a solução!